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  03 de Fevereiro de 2020

Coronavírus

Uma nova doença está tomando conta dos noticiários nacionais e internacionais e das redes sociais. O que é, como transmite e se tem medicação. Essas são as principais perguntas que estão sendo feitas pelas pessoas em geral.

O médico infectologista de Timbó, Indaial e Blumenau, doutor José Amaral Elias explica o que é o coronavírus. "Na verdade é uma família de vírus, no caso de origem animal e que ao sofrer mutações acomete o homem. Como acaba sendo um vírus completamente diferente a população não tem anticorpos prévios podendo causar doença grave em muitos e com poder de disseminação rápida. Registro de vírus dessa mesma família ocorreu em 2002 que foi a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e 2014 a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERs). O problema maior agora é a origem do vírus: uma cidade tão populosa na China (Wuran com 11 milhões de habitantes) e num país que é muito visitado por pessoas do mundo inteiro, sendo que há muito chineses viajando pelo mundo também. Por isso o sinal de alerta deve ser tão grande".

Não existe confirmação concreta de qual foi a principal porta de entrada do vírus na sociedade. Entretanto, a Organização Mundial da Saúde indicou que os primeiros casos da doença surgiram na cidade de Wuhan, localizada na China Central. Essa é uma cidade comercial, dividida por rios, e possui muitos parques e lagos. Consequentemente, isso faz com que pesquisadores acreditem que a fonte primária do novo coronavírus esteja no mercado de frutos do mar da cidade ou que tenha se espalhado através de animais.

Outros casos de coronavírus também foram identificados nos seguintes países: Japão, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Arábia Saudita, Estados Unidos da América e Brasil. Todos os pacientes que apresentaram os sintomas têm um mesmo fator em comum: visitaram recentemente Wuhan.

Os critérios para casos considerados  suspeitos 

O material que a Rede Pública de Saúde segue aponta que podem ser considerados casos suspeitos do coronavírus os pacientes que apresentam sintomas como febre e/ou problemas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar) e que nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas tenham histórico de viagem a alguma área com transmissão local do vírus ou contato próximo com algum paciente com caso confirmado da doença. 

Transmissão

Muitos pacientes do surto de pneumonia na China causada pelo 2019-nCoV em Wuhan, segundo as autoridades chinesas, tiveram alguma ligação com um grande mercado de frutos do mar e animais vivos, sugerindo disseminação de animais para pessoas. Entretanto como há um crescente número de pacientes identificados que não tiveram exposição a animais, a transmissão pessoa a pessoa é uma provável forma de contaminação. Em humanos, quando ocorre a transmissão pessoa a pessoa, o coronavírus pode ser transmitido principalmente pelas gotículas respiratórias, por tosses e espirros em curta distância, ou contato com objetos contaminados pelo vírus, semelhante à influenza ou outros vírus respiratórios. 

Sinais e sintomas

Casos mais leves de infecção por coronavírus podem parecer com gripe ou resfriado comum, dificultando o diagnóstico. Sinais comuns de infecção incluem sintomas respiratórios, febre, tosse e dificuldade respiratória. Em casos mais severos a infecção pode causar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave e até óbito. 

Tratamento

Não existe tratamento específico para as infecções causadas pelo coronavírus humano. O tratamento utilizado é baseado nos sintomas apresentados pelo paciente e terapias de suporte necessárias. 

Recomendações para prevenção e controle 

* Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas; 

* Higiene das mãos com frequência, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;

* Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações;

* Pessoas com sintomas de infecção respiratória aguda devem praticar etiqueta respiratória (cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar, preferencialmente com lenços descartáveis e após lavar as mãos).

 Importante: fique de olho: a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) estão lançando boletins regularmente com as últimas notícias. O Ministério da Saúde também divulgou um site com todas as informações e você pode conferir o conteúdo. Acesse saude.gov.br/novo-coronavirus.