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  27 de Setembro de 2019

Oase realiza evento alusivo ao Setembro Amarelo

"Suicídio: uma morte evitável? Atuação em um hospital geral" foi o tema da palestra realizada na noite do dia 24 de setembro, para os profissionais do Hospital e Maternidade Oase. O evento alusivo ao Setembro Amarelo, mês que trata da prevenção do suicídio, foi realizado pelas profissionais que compõem o Serviço de Saúde Mental do Hospital Santo Antônio de Blumenau, a psiquiatra Patrícia do Espírito Santo, e a psicóloga Stephanie Welinski.

Na palestra as profissionais apresentaram o conceito de suicídio que é o ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal.

As palestrantes também mostraram números divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). "A cada ano, mais de 800 mil pessoas se suicidam. Isso significa que, no mundo, uma pessoa se mata a cada 40 segundos. Os números divulgados pela OMS são extremamente preocupantes: o suicídio é hoje a segunda causa de mortes em jovens de 15 a 29 anos. O Ministério da Saúde aponta que no Brasil 11 mil pessoas se suicidam a cada ano. Houve de 2010 a 2017, um aumento de 7% no número de pessoas que cometeram suicídio, sendo que, neste período, a taxa de mortalidade foi 3,6 vezes maior entre os homens", destacam elas.

Sobre quem está em risco destacam que: "nem sempre, se consegue perceber que uma pessoa está precisando de ajuda. O mundo corrido de hoje faz com que a maioria das pessoas viva contando os segundos, para realizar todas as tarefas programadas para aquele dia. Nem sempre dá tempo de olhar para o lado e perceber o outro".

A grande questão é: como reconhecer que uma pessoa está pensando em colocar fim à própria vida? Quais seriam os sinais de alerta?

As profissionais alertam para a importância de se falar sobre o tema, que muito ao contrário de aumentar os números é uma forma efetiva de prevenção.


Os principais sinais de  atenção são: 

* Fique atento se uma pessoa começa a demonstrar sinais de falta de esperança, de apatia, desânimo com a vida e desinteresse pelo futuro. 

* Fique atento se uma pessoa disser com seriedade frases como: "vou desaparecer"; "vou deixar vocês em paz"; "eu queria poder dormir e nunca mais acordar"; "é inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar"; "sou um perdedor e um peso para os outros"; "os outros vão ser mais felizes sem mim" ou "eu não aguento mais viver". 

* Fique atento se uma pessoa começar a se isolar socialmente, recusando-se a sair, ver ou falar com familiares ou amigos próximos, ficar isolada em seu quarto ou diminuir sensivelmente o interesse pelas redes sociais. 

* Fique atento se uma pessoa demonstrar agressividade exagerada, insônia ou sonolência excessiva.

O que fazer com uma pessoa em risco para suicídio? 

De acordo com as profissionais, o primeiro passo é conversar abertamente e, principalmente, saber ouvir. Sem julgamentos e sem preconceitos. "A pessoa precisa de apoio e precisa entender que você pode ser um porto seguro para ela. Procure sempre ajuda de um profissional habilitado".  

Para finalizar as profissionais afirmaram que é preciso encarar o suicídio de frente, sem tabus e sem preconceitos. Só assim podemos realmente ajudar quem precisa. "Por isso quando o assunto é suicídio falar sobre o tema é preveni-lo".